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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CLORINDA GATTI

 

(Argentina, 1968)
Cantante, compositora, atriz y docente argentina. Dedicada a la investigación del tango como parte de la música afro y latino-americana.
Compuso música original para cine y teataro.
Titular de la cátedra de Educación de Voz em la Licenciatura de Artes del Circo de al UnTref.

 

 

 

TEXTOS EN ESPAÑOL   -   

 

 

MELLO, Regina.  Entre o Samba e o TangoOrganização: Regina Mello e Olga Valeska.     Belo Horizonte, MG: Munap e Arquimedes, 2018.   160 p.   15 x 21 cm.  Diagramação e arte final: Eugênio Daniel Venâncio. Fotos: Israrel Ferreira. Produção Museu Nacional de Poesia.    ISBN  978-85-89667-57-9  
Ex. bibl. Antonio Miranda, enviado por Regina Mello.

 

 

                Ángel de humo

Una sombra echando humo
y al final del humo un piano,
aferrado al vicio,
como a una ramita en un precipicio.

Rio blanco, rio negro
que salpica tu regazo.
Una zamba lerda,
le da cuerda al fondo sucio del vaso.

La ginebra no te duele,
lo que te duele es el rancho,
no hay canto com tanto abrigo,
ni el tren que te vio descalzo,
para morir en la pura
soledad de los milagros.
Ángel de las alas grises
el cielo es mucha distancia,
tiene el piano cicatrices
de andar tocándote el alma.


Ya se rompem los cristales
en el pátio de tus ojos,
ya se han vueltos niños
todos los recuerdos y los demonios

Y al beber tu llanto el piano
se emborracha y es humano.

 

 

 

       Jazmines

Apoyado en la pared un hombre espera
como quien no sabe bien si al fin vendrá,
sosteniendo su ramito de jazmines
como el aire se perfuma su mirar.
De repente algo ve entre tanta gente
se ilumina y se apaga sin chistar,
la intensidad confunde todos los abrigos
y él recuesta en la pared su ingenuidad.

Ya lo miro desde mi balcón gastado,
colgado en la calle de mi soledad
donde nunca llegan los pasos que espero
y me canso de mirar gente esperar.
Me dan ganas de gritarle: “Andá a tu casa,
poné en agua tus forecitas de ilusión
que es peor dejar que mueran en tus manos
y arrojarlas tristemente en un rincón “.

Cuantos ramos de jazmines se marchitan
en rito empecinado de esperar
nadie cruza la vereda por las dudas,
los que esperan no se quieren encontrar.
Una estrella cae y él no pide nada
distraído en su amargada condición
yo le pido mi deseo repetido
balanceando un tango gris en mi balcón.

Pero de repente ya no pasa gente
y algo desde enfrente me obliga a mirar
con lo que queda del pobre ramito
me saluda muy gentil, quiere subir.
Y esos pasos suenan como los que espero
me Pregunto si estoy bien em camisón
esta noche habrá perfume de jazmines
y mañana tal vez mueran, tal vez no.

 

 

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS
Tradução de ANTONIO MIRANDA

 

 

 

                Anjo de névoa

Uma sombra lançando névoa
e no final da névoa um piano,
aferrado ao vício,
como a um galho em um precipício.

Rio branco, rio negro
que salpica teu regaço.
Um zamba lerdo,
dá corda ao fundo sujo do vaso.

O gim não te afeta,
o que te dói é o rancho,
não tem canto com tanto abrigo,
nem o trem que te viu descalço,
para morrer na pura
solidão os milagres.
Anjo de asas cinzentas
o céu a uma grande distância,
o  piano tem cicatrizes
de andar tocando-te a alma.


Já se rompem os cristais
no espaço de teus olhos,
já se tornaram crianças
todos as lembranças e os demônios

E ao beber o teu pranto o piano
se embriaga e é humano.

 

 

 

       Jasmins

Apoiado na parede um homem espera
como quem não sabe bem se finalmente virá,
sustentando seu galho de jasmins
como o ar que perfuma seu olhar.
De repente algo vê entre tanta gente
se ilumina e se retira sem questionar,
a intensidade confunde todos os abrigos
e ele recosta na parede a sua ingenuidade.

Eu o observo desde minha varanda usada,
pendurado no caminho de minha solidão
onde nunca chegam os passos que espero
e me canso de mirar tanta gente esperar.
Sinto vontade de gritar: “Vai para tua casa,
ponha na água tuas flores de ilusão
pois é pior deixar que morram em tuas mãos
e lançá-las tristemente em um recanto“.

Quantos ramos de jasmins murcham
no rito obstinado de esperar
ninguém cruza a vereda pelas dúvidas,
os que esperam não pretende se encontrar.
Uma estrela cai e ele não pede nada
distraído em sua amargurada condição
eu lhe peço com meu desejo repetido
balançando um tango cinzento em meu rincão.

Mas de repente já passa ninguém
e algo desde enfrente me obriga a olhar
com o que resta do pobre galhinho
me saúda gentilmente, quer subir.
E esses passam parecem como os que espero
me pergunto se estou bem na camisola
nesta noite teremos o perfume dos jasmins
e amanhã talvez morram, talvez não.


*

 

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Página publicada em fevereiro de 2021


 

 

 
 
 
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